domingo, 18 de janeiro de 2015

Manhã



A cor gélida desviante
Da manhã que teima não ser dia
A minha inquietude a tua calma
A espera

Uma cama quente vazia
O espaço prenhe de pensamentos
Fantasia

Um, Dois, Infinito
Um momento roubado ao nunca
Os nossos corpos cansados
O grito

sábado, 17 de janeiro de 2015

Tudo e nada


As minhas mãos trabalham-te
Os teus olhos guiam-me
O teu corpo exige-me
Prazer

Os teus olhos fecham-se 
A tua boca cala
A tua calma 
A tempestade


Uma doce cadência
A dança das nossas línguas
A espera inesperada
O tudo, o nada

Um certo luar



A tua pele macia
O deslizar do teu peito
As minhas carícias cegas
A paz

O teu cabelo longo e selvagem
O teu perfume ululante
A minha língua procurando as pétalas
Da tua flor

Os nossos corpos nus
Sustidos num equilíbrio impossível
As trevas, a luz
A guerra